Diagnóstico com hora marcada: menos espera, mais confiança
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Diagnóstico com hora marcada: menos espera, mais confiança
Numa oficina, quem telefona a dizer «faz um barulho na frente quando travo» não está a marcar uma reparação. Está a marcar um palpite. Pode ser meia hora de pastilhas ou dois dias à espera de peça — e o cliente não tem de saber a diferença.
Por isso agendas genéricas falham aqui: pedem a duração exata do serviço, tu escreves um número a fingir, e no dia seguinte a agenda diz uma coisa e a nave diz outra. A saída não é adivinhar melhor. É marcar a entrada — o momento em que o carro chega e o bloco de rampa que lhe dás. O que acontece dentro desse bloco é trabalho; o trabalho não cabe num formulário.
Porque é que «vem quando puder» custa confiança
Do lado do cliente: chega, espera, não sabe se a manhã foi reservada ou se está na fila invisível. Do teu lado: a rampa das 9h fica presa a quem disse «passo aí de manhã» e não aparece — e, ao contrário de uma cadeira de barbearia, uma rampa livre às 9h30 não se enche com quem passa à porta.
Hora marcada para diagnóstico (ou para «entrada de manhã») muda a conversa:
- O cliente sabe quando deixar a chave
- Tu sabes que bloco de nave reservaste
- O que ficou combinado fica escrito — não só na cabeça de quem atendeu o telefone
Ele deixa a chave e vai-se embora. Aqui, a confirmação por email não é cortesia: é o único registo do acordo antes de o carro mudar de mãos.
O que o cliente marca (e o que não marca)
Configura serviços como blocos de entrada, não como orçamento fechado de reparação:
| Serviço (exemplo de arranque) | Duração sugerida | Notas |
|---|---|---|
| Diagnóstico | ~60 min | Entrada curta para ver e orçamentar |
| Mudança de óleo e filtros | ~60 min | Trabalho previsível |
| Entrada de manhã | ~240 min | Bloco de nave, não «reparação X» |
| Entrada de dia inteiro | ~480 min | Quando já sabes que o carro fica |
| Travões | ~120 min | Se o catálogo tiver trabalhos tipificados |
Sugestões para o catálogo — não médias de setor. O caminho que funciona: duração = o tempo que estás disposto a dar à entrada; depois trabalhas. O carro que fica mais tempo não é uma marcação que se «estica» na ferramenta — é uma rampa que deixas de oferecer, fechando as horas seguintes na agenda.
Limite honesto do produto: a duração de uma marcação vem sempre do serviço. Não há forma de esticar uma marcação em concreto. Se a usares como folha de nave minuto a minuto, chateia; se a usares para entradas, serve.
A avaria escrita antes de o carro entrar
Ao marcar, o cliente pode escrever o que se passa — campo de texto livre (até cerca de mil caracteres). «Só faz o barulho a frio», «a luz acende e apaga», «já lá mexeram no ano passado». Chega-te escrito antes de o carro entrar, e fica agarrado à marcação.
Isso poupa o «explica outra vez» no balcão e dá contexto a quem pega no carro. Não substitui o diagnóstico na rampa — antecipa o que o cliente já sabe dizer.
Recebe confirmação por email na hora e aviso antes do dia (~24h e ~2h por omissão; ajustas). Do teu lado, notificação no browser quando entra marcação nova — útil quando ninguém está sentado ao balcão.
O que está ocupado é a rampa, não «o mecânico em abstrato»
A nave descreve-se como recursos: rampas, elevador, caixa de alinhamento, máquina de diagnóstico. Três rampas iguais podem ser uma linha com capacidade três — configuração de uma tarde, não de uma semana. Se uma é diferente (a alta), aí sim linha própria.
Um serviço pode exigir mais do que um recurso (E, não OU): embraiagem que precisa de rampa alta e macaco de caixa só aparece quando os dois estão livres. Desativar um recurso avariado tira as horas aos serviços que dependem dele — em vez de continuares a aceitar o impossível.
Segundo limite honesto: não existe ligação automática pessoa↔serviço. Qualquer profissional ativo pode ser escolhido para qualquer trabalho do catálogo. Se só um eletricista toca em eletricidade, a distribuição continua a ser tua (horários e serviços distintos), como hoje.
Sinal na oficina: valor fixo, não percentagem
Aqui a percentagem é a escolha errada por razão mecânica: incide sobre o preço do serviço no catálogo — e o preço de uma «entrada para diagnóstico» é pequeno ou zero, porque a fatura só se conhece no fim. Percentagem de um número que ainda não existe dá sempre pouco.
O que costuma resultar: valor fixo por tipo de entrada, do tamanho de uma hora de mão de obra — nota-se o suficiente para o cliente avisar quando desiste, e desconta no total quando aparece. Recomendação de configuração, não estatística.
Janela de cancelamento: nasce desligada. Numa oficina costuma valer mais larga do que noutros sítios — um dia de aviso ainda te deixa oferecer a manhã a outra pessoa; duas horas não deixam nada. Se fores tu a desmarcar (peça não chegou, carro anterior comeu o dia), o cliente recebe sempre. Quem não aparece: marcas falta e o sinal fica contigo.
O dinheiro vai para a tua Stripe no momento; €0 comissão MarcaAí; taxas Stripe à parte. A MarcaAí não faz orçamentos, faturas de peças nem stock — trata da hora, da entrada e do sinal quando o cobras.
Sobre informação prévia e legalidade: É legal cobrar sinal?. Isto não é aconselhamento jurídico.
Como comunicar aos clientes (sem soar a call center)
«Podes marcar a entrada / diagnóstico pelo link — escolhes o dia e a hora em que deixas o carro, e descreves o que se passa. Confirmamos por email. Se pedirmos sinal na entrada, desconta no serviço.»
O mesmo link na Google, no Instagram e na porta.
O que não fazer
- Escrever «reparação completa» com duração inventada e depois brigar com a agenda
- Pedir sinal em percentagem sobre preço zero de diagnóstico
- Deixar a rampa só no WhatsApp do balcão
- Prometer gestão de stock ou faturação de peças pela mesma ferramenta
- Esticar mentalmente a marcação e esquecer de fechar as horas seguintes na agenda
Como o MarcaAí ajuda
Com a agenda para oficinas auto, serviços como blocos de entrada, campo de texto para a avaria, recursos (rampas/equipamentos), sinal a valor fixo, e lembretes por email (~24h e ~2h). Stripe direto; €0 comissão MarcaAí; taxas Stripe à parte. Planos Free, Pro (€19+IVA) e Studio (€49+IVA).
Esta semana
Cria três serviços: diagnóstico, entrada de manhã, entrada de dia. Liga um recurso de rampas com a capacidade que tens. Decide se queres sinal fixo só no diagnóstico. Na próxima semana, «vem quando puder» deixa de ser a única porta.
Quando quiseres a página aberta: Começa grátis — sem cartão. Conta das faltas com os teus números: calculadora de faltas.